quarta-feira, 9 de julho de 2008

Fermona - Uma Vida a Direito


Já a algum tempo que andava para escrever sobre o power trio portugues Feromona, devido á primeira música que ouvi destes lisboetas a viciante Mustang.
Infelizmente só agora falo deles por ocasião do lançamento do seu primeiro album intitulado Uma Vida a Direito album esse que me entusiasmou bastante não por duvidar das capacidades dos Feromona mas porque já há algum tempo que um album de uma banda portuguesa não me entusiasmava tanto.
O Rock é quem mais ordena em Uma Vida a Direito e para alem dos já conhecidos Mustang e Psicologia presentes tambem no album, temas como Vodka, Mánif ou As Unhas juntam-se a eles e formam uma perfeita sintonia entre lirica e composição musical em bom portugues. Sou várias vezes a viajar até ao tempo de Cão dos Ornatos Violeta outra das obras primas do rock Portugues.
Uma Vida a Direito pode ser descarregado gratuitamente através do site da editora Catadupa em troca apenas do e-mail de quem o descarrega.

terça-feira, 10 de junho de 2008

She Wants Revenge - Save Your Soul (ep)



Regressam ás edições discográficas os californianos She Wants Revenge com a edição de um ep composto por quatro temas, e que sucede a This is Forever album que não teve a aceitação esperada junto da critica. Seguindo a mesma linha de canções a que nos teem habituado, numa sonoridade de rock mais electrónico os quatro temas prometem fazer parte da banda sonora deste verão, especialmente as faixas Sugar e Save Your Soul que são altamente recomendaveis aos fãs da dupla.

domingo, 8 de junho de 2008

Manel Cruz - Foge Foge Bandido



Foge Foge Bandido é o titulo do album/livro que marca a estreia a solo do Manel Cruz ex-vocalista de bandas como os Pluto ou Ornatos Violeta. Composto por oitenta (sim! oitenta) faixas, divididas por dois cd's, O Amor Da-me Tesão e Não Fui Eu Que Estraguei, e ainda de um livro ilustrado com páginas dedicadas exclusivamente a todas as faixas dos dois albuns , com letras e ilustrações do próprio Manel Cruz. Foge Foge Bandido é o resultado de gravações que Manel Cruz foi guardando na gaveta ao longo da última decada, tendo cada tema um momento próprio e todos eles convidados diferentes, entre eles elementos dos projectos de Manel Cruz ou amigos como é o caso de PacMan ou Jorge Coelho.
É quase unânime a admiração pelas palavras escritas e cantadas por Manel Cruz e Foge Foge Bandido não foge á regra. No meio dos oitenta temas que falam como sempre de amor, sexo, morte e as aventuras e desaventuras da vida encontram-se exelentes faixas mesmo sendo dificil memorizar todas, mas temas como Tu Não Tens, As Nossas Ideias, Canção Segredo ou Canal Zero ficam na memória por entre cães a ladrar ou comboios a partir os muitos interlúdios entre as músicas dos dois albuns.
Foge Foge Bandido é como já se reparou um projecto diferente do que estamos habituados e como tal tem de ser digerido com o tempo, mas com o selo de qualidade de Manel Cruz é natural que venha a ser lembrado como um projecto de referência daqui a alguns anos. Por enquanto quanto a mim resta-me ouvi-lo mais vezes e deixar que se entranhe mais nos meus ouvidos pois duas ou tres audições por alto não são suficientes para ter uma opinião completamente formada sobre o projecto.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Santogold - Santogold



Vinda de raizes maioritariamente centradas no culto do hip-hop Santi White ou Santogold como gosta de ser chamada apresenta-nos em 2008 o seu segundo de originais o homónimo Santogold. Apresentado pelo single L.E.S Artistes, Santogold vai buscar influências não só ao hip-hop mas tambem a campos tão distantes como a electrónica o dub ou mesmo o rock. São muitos os temas que se podem destacar deste album além do seu single de apresentção, canções como You'll Find A Way, Starstruck, Say Aha ou Lights Out prometem vir para ficar. Sendo bem capazes de fazer deste Santogold um dos albuns do ano, por tão bem ter sabido ir beber influências a quadrantes bem variados da música e saber junta-los num explosivo cocktail musical, o que não está ao alcance de qualquer um. Para quem ainda não conhece é um album que vale bem a pena ouvir!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

The Young Republic - 12 Tales From Winter City


The Young Republic é um colectivo norte-americano que descobri através de uma das minhas audições ao lobo, e que se estreiam agora com 12 Tales From Winter City. O tema que me chamou á atenção é tambem o que abre o album Girl In The Tree é uma exelente canção pop que faz lembrar bandas como os Belle & Sebastien ou Camera Obscura.
De resto todo o album segue nessa toada de pop melódico, como querendo retrar as várias visões de uma cidade durante um inverno frio e cheio de neve, tal como a própria capa do album sugere.
Girl From The Northern States, Modern Plays ou She Comes And Goes são notas de destaque de um album onde a voz do vocalista e as segundas vozes femininas são sempre acompanhadas com flautas violinos e uma bateria discreta mas sempre útil. 12 Tales From Winter City é um album que deve ser explorado pelas sonoridades indie mais melódicas onde os retratos de ambientes calmos e despreocupados imperam.

terça-feira, 20 de maio de 2008

The Ting Tings - We Started Nothing


Album de estreia para a dupla britânica Ting Tings, We Started Nothing aproveita a maré e segue na onda das sonoridades indies mais dançaveis com canções que ficam no ouvido e ao som das quais apetece dançar. Shut Up And Let Me Go, That's Not My Name, Be The One ou We Walk são os temas que mais ficam no ouvido a par do single Great Dj, e pelos quais vale a pena descobrir o album.
Sempre num tom descomplicado, livre de pretensões a piscar o olho ás pistas de dança We Started Nothing tem todas as condições para fazer parte da banda sonora do verão que se aproxima.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Last Shadow Puppets - The Age Of The Understatement



Resultante da colaboração entre Alex Turner dos Arctic Monkeys e Miles Kane dos The Rascals, os Last Shadow Puppets lançaram no passado mes o album The Age Of The Understatement cujo titulo homónimo já há muito rodava em algumas rádios.
Neste album de colaboração, e com a ajuda de James Ford dos Simian Mobile Disco, somos levados numa viagem a ambientes musicais de há algumas décadas atrás. Talvez ao glamour dos filmes a preto e branco da década de 60.
Mas esta dupla apenas escolheu levar-nos até lá sem a intromissão de inovações ou novas tendências que a musica foi tendo ao longo dos anos, uma exelente coleção de canções com duas vozes que se encaixam na prefeição para aquilo que era o objectivo do album, e de onde se destacam temas como My Mistakes Were Made For You, Meeting Place, Only the Truth ou Calm Like You.
Confesso que este album foi daqueles que custei a digerir á primeira audição talvez pelo facto de ouvir a voz de Alex Turner em sonoridades a que não estava habituado, mas decidi voltar a ouvi-lo e acreditem que valeu a pena, pelas orquestrações, pelas vozes e sobretudo por soar a algo diferente do que vai sendo lançado todas as semanas.

terça-feira, 13 de maio de 2008

dEUS - Vantage Point


Já anda por ai ha algumas semana o sexto de originais dos belgas dEUS. Vantage Point está longe do brilhantismo de outros albuns mas mesmo assim não deixa defraudadas as expectativas dos fãs da banda que conta com um considerável numero de fãs em Portugal.
Tem canções ao estilo do que a banda nos tem habituado como Eternal Woman ou Is a Robot que nos fazem viajar até aos tempos de Pocket Revolution. Os singles já conhecidos Slow e The Architect transpiram saude e garentem-nos que os dEUS estão para ficar por muito mais tempo.
Oh Your God com guitarras frenéticas e a melancólica Eternal Woman ajudam a compor um album com um som tão familiar como refrescante mesmo que isso possa parecer um paradoxo, que só fica completo se a ele juntarmos a bela Smokers Reflect.
Fica então a ideia de que Vantage Pont é um album despreendido de qualquer tipo de pressão, próprio de quem nada já tem a provar quando se fala de indie-rock. Tom Barman e seus pares escreveram e compuseram o que bem lhes apeteceu e mesmo sabendo que Vantage Point não vai figurar nas vitrines dos albuns do ano ele certamente terá um lugar guardado na memória dos fãs da banda.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Does It Offend You, Yeah? - You Have No Idea What You're Getting Yourself Into


Candidatos a nome de banda mais estranho e nome de album mais comprido os Does It Offend You, Yeah? (DIOY,Y) apresentam o seu album de estreia, uma exelente surpresa para quem como eu desconhecia a banda Inglesa. Em You Have No Idea What You're Getting Yourself Into é-nos oferecida uma mistura explosiva entre a electrónica e o rock. Canções que são feitas para arrasar com qualquer pista de dança em que Battle Royale e With A Heavy Heart (I Regret To Inform You) são bem exemplos disso, a fazerem lembrar uns Death From Above ou White Rose Movement.
De seguida vem We Are Rockstars na mesma toada electrónica mas a abrir caminho pars Dawn Of The Dead esta já a piscar o olho á pop electrónica, para o baile começar de novo com Doomed Now e Attack Of The 60 Ft Lesbian Octopuse. Let's Make Out a um ritmo frenético de sinetizadores e teclados leva-nos de novo á pop dançavel em Being Bad Feels Pretty Good e vai até Epic Last Song, canção que feixa o album, não deixando de nos fazer lembrar dos Daft Punk em Weird Science.
Um grande album, e uma grande surpresa para quem como eu não conhecia a banda nem tinha ouvido falar do seu nome. Para mim um dos melhores albuns do ano até ao momento!