quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Adeus Ao Rock?


"Com o recinto já imerso na penumbra e na chuva, os Mão Morta surgiram em palco para o seu quinto concerto de sempre em Paredes de Coura. A convite da organização, a banda de Luxúria Canibal aceitou realizar uma actuação liberta do conceito dos Cantos de Maldoror, que recentemente lhe tem tomado mais tempo. No palco principal ouviram-se, assim, clássicos como «Oub'lá», «E Se Depois», «Budapeste», «Barcelona», «Vertigem» ou «Cão da Morte». Aparte um foco de mosh localizado, mesmo à frente do palco, a maioria do público, talvez tolhido pela chuva, não se manifestava de forma muito efusiva, e o próprio concerto corria de forma densa e viscosa o que, não sendo mau, não chegava para incendiar os ânimos.Eis que, de semblante nada carregado, Adolfo Luxúria Canibal transmite ao povo que os Mão Morta estão, neste espectáculo, a dizer «adeus ao rock». E que não haveria melhor cenário para fazê-lo do que Paredes de Coura, à excepção de Berlim. Perante a estupefacção do público, o vocalista anuncia uma música do «novo álbum» da sua banda: a velhinha «Budapeste». Até ao final, o lider dos Mão Morta voltaria a mostrar inspiração nas comunicações aos fiéis, como quando afirmou que a poeira levantada pelo mosh num dia de chuva só podia ser «milagre. Mas não façam disto um milagre canonizado, ou a cada 14 de Agosto teremos uma nova Fátima, com peregrinos, garrafões, Tonys Carreiras e quejandos!», apelou. «Levantem lama, que foi com lama que se criou o mundo». Foi neste tom apocalíptico - e com «Anarquista Duval» - que os Mão Morta se despediram de Paredes de Coura e, segundo eles próprios, do rock."
Sendo eu um fã da obra de Adolfo e dos Mão Morta em particular foi com alguma apreensão que vi pela Sic Radical estas declarações do lider de uma das melhores bandas portuguesa, e não pude deixar de pensar que tipo de adeus será este... Um adeus definitivo da banda o que seria muito mau para o panorama musical portugues ou apenas uma mudança no estilo musical da banda passando-se no futuro a dedicar a representações teatrais como fez no passado com Müller no Hotel Hessischer Hof ou mais recentemente com Maldoror?
Esperam-se portanto desenvolvimentos a esta angustiante noticia.

2 comentários:

Anónimo disse...

Puro bluf.
A música continua.
:)

Kraak/Peixinho disse...

Continuou até aqui, pelos vistos. Ainda me lembro quando os vi há muitos e muitos anos num bar em Braga :)

Hugzz!